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  • Filia Dei

O triste estado policial australiano

Quinta-feira, 13 de agosto de 2020.


MELBOURNE LOCKDOWN O estado policial australiano


(Kathy Clubb)


Melbourne está enfrentando um confinamento gerido com mão de ferro, porque o governo australiano passou de gestor a "eliminador" do coronavírus e também devido ao seu impressionante desserviço em casos ativos. As restrições do estágio 3 voltaram a vigorar apenas algumas semanas depois que o Estado lentamente começou a despertar de um confinamento inicial, que foi realizado apesar de haver muito poucos casos de Covid19 na comunidade à época. O Estágio 3 deu lugar rapidamente ao Estágio 4, à medida em que as mortes em casas de cuidados para idosos começaram a aumentar dramaticamente. As medidas draconianas foram justificadas por um aumento exponencial de casos positivos, observado através de massivos testes. A lógica simples do aumento dos testes significando um aumento do número foi explorado pela mídia e, infelizmente, por muitos habitantes, que parecem estar totalmente empenhados em exagerar o risco representado pelo vírus.


“Ficar separados para ficarmos juntos” Melbourne tem cinco milhões de residentes, o que significa que 20% da população do país está agora sob prisão domiciliar virtual: todos os cinco milhões estão sob toque de recolher das 20h às 5h, e a polícia pode entrar na casa de qualquer pessoa a qualquer momento sem um mandado. Agora é ilegal viajar mais de 5 km de casa, sem exceções. Escolas e creches estão fechadas, exceto para os filhos de trabalhadores essenciais, e varejistas, exceto as mercearias, fecharam suas portas. Aqueles que não podem trabalhar de casa devem portar uma autorização assinada por seu empregador. As máscaras agora são obrigatórias, apesar do premiê estadual, Daniel Andrews, alegar há apenas algumas semanas que elas eram ineficazes e desnecessárias. Andrews e seus chefes de departamentos de polícia fornecem atualizações regulares sobre a expansão da opressiva aplicação da lei do Estado. Como uma cena de algum filme distópico sobre um governo sombrio tentando reprimir uma resistência popular, seus relatórios são polvilhados com referências a várias "operações brancas" despóticas sendo aplicadas para o "Bem Maior". Há a Operação Sentinela, que é composta por 750 policiais que operam pontos de controle de veículos nos limites da cidade. Os residentes que se recusarem a fornecer detalhes e motivos para a viagem, podem esperar ter os vidros dos seus carros quebrados pela polícia e depois serem arrancados de dentro e interrogados. A "Operação" Vestígio emprega pessoal da força de defesa e do departamento de saúde para realizar verificações pontuais nas pessoas que pretendem isolar-se em casa. Fugir do auto-isolamento pode significar uma multa de até $ 5.000,00. Depois, há a "Operação Blindagem", na qual os oficiais do serviço de proteção, remanejados da segurança do transporte público, agora monitoram os shopping centers quanto ao distanciamento social/uso de máscara. Aqueles que têm isenção de uso de máscara precisam ser rápidos em alertar a polícia sobre isso, para que não acabem como a infeliz mulher cuja agressiva prisão está circulando nas redes sociais. Por último, as situações de violência doméstica são cobertas pela "Operação Rédeas", que está trabalhando horas extras em resposta ao aumento do abuso desde o início do ditame. Apenas um membro de cada família pode comprar mantimentos uma vez por dia. Os limites de compra estão em vigor na maioria dos supermercados, o que significa que famílias maiores estão limitadas à mesma quantidade de carne e outras necessidades que as menores. Supermercados atacadistas como o Costco agora estão proibidos para quem vive a mais de 5 km de distância. O premier Andrews anunciou que a escassez de carne é esperada, já que as exigências de distanciamento que estão sendo implementadas nas fábricas de processamento levarão a uma redução de um terço na produção de carne; algo que afetará toda a nação.

Tratamento incorreto de idosos Embora possa haver muitas coisas desconhecidas a respeito do coronavírus, foi estabelecido desde o início que os idosos são um dos grupos mais vulneráveis. No entanto, os idosos estão sendo tratados de maneira vergonhosa pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Victoria, o que é um fator por trás do grande número de mortes neste grupo demográfico.  Os pacientes que testam positivo para a COVID estão tendo o acesso aos hospitais negado, e as ambulâncias estão sendo impedidas de entrar nos centros de saúde. Como os lares de cuidados para idosos não são preparados para isolar pacientes, o vírus se espalha rapidamente por toda a casa, infectando tanto funcionários quanto residentes. Uma instalação de 76 leitos agora tem mais de quinze pacientes e cinco funcionários com teste positivo para COVID19. Em vez de fornecer cuidados hospitalares que salvam vidas para esses pacientes idosos com COVID, os residentes desses lares estão sendo fortemente sedados com medicamentos que podem exacerbar os sintomas de COVID e até mesmo acelerar a morte. Tais remédios são considerados medicamentos para o fim da vida e geralmente são fornecidos em ambientes de cuidados paliativos. Há relatos de que mesmo pacientes assintomáticos estão sendo sedados, alguns sem levar em conta a opinião de seus médicos e familiares. De acordo com um relatório no The Australian, o DHHS declarou que os hospitais não têm leitos para "esse tipo de pessoas". Isso levanta a questão de quem seriam exatamente as pessoas que têm maior necessidade de cuidados hospitalares do que aquelas com maior probabilidade de morrer do vírus? Quarentena bagunçada Um aumento inicial de casos ocorreu duas semanas após um protesto do Black Lives Matter, em que cerca de dez mil ativistas tomaram as ruas de Melbourne. Na ocasião, o premier desaconselhou a participação do público, mas também anunciou que nenhuma prisão ocorreria durante o protesto, removendo qualquer impedimento ao protesto. (Contraditoriamente, um protesto anti-vacinas/anti-máscaras foi imediatamente reprimido há alguns dias, tendo ocorrido várias prisões.) Mas talvez as violações mais flagrantes tenham ocorrido nos hotéis selecionados pelo governo para os viajantes que ficam em quarentena quando retornam do exterior. Sugere-se em alguns setores que cada novo caso de COVID pode ser rastreado até um desses hotéis de quarentena. As violações incluem permissão para os hóspedes saírem de seus quartos regularmente para fumar e passear e também para confraternizar - mesmo intimamente - com os seguranças. Os guardas não eram treinados e sabiam pouco sobre os protocolos de quarentena. Há relatos de que eles não receberam equipamentos de proteção individual adequados. As violações da quarentena foram consideradas tão graves e sistêmicas que um inquérito especial foi feito para examinar o sistema hoteleiro. O premiê Andrews se recusou a responder às perguntas da mídia, apesar de não haver barreira legal para ele fazer isso. O político de Nova Gales do Sul, Mark Latham, afirma que a verdadeira razão pela qual Andrews deseja manter silêncio sobre o desastre é que a empresa de segurança escolhida para supervisionar a quarentena foi contratada sob uma política de ‘Aquisições de Inclusão Social’. Ou seja, os trabalhadores foram contratados apenas por serem indígenas. Lathem afirmou que “a política de identidade fez sua maior vítima: toda Victoria, na verdade todo o país, dados os danos à economia nacional”. Implicações para os católicos Talvez o melhor indicador das prioridades do governo de Andrew seja a lista de empresas e serviços que puderam permanecer funcionando. As salas de injeção de heroína podem permanecer abertas mesmo após o toque de recolher, e as clínicas de aborto ainda estão abertas; uma grande loja de ferragens oferece serviços de ‘clique e retire’ devido à sua autoproclamada ‘necessidade’ de garantir a saúde mental dos clientes. Mas para o "católico" Daniel Andrews, as igrejas permanecem fechadas com meramente uma vaia da arquidiocese. Os serviços religiosos foram considerados "não essenciais" durante todas as fases dos bloqueios, com os bispos e muitos padres aparentemente em total acordo com esta avaliação. Aos católicos, que haviam acabado de retornar à missa em relativa liberdade, foi negado mais uma vez o acesso à Sagrada Eucaristia. Em resposta ao tweet de um irmão bispo sobre o estrito toque de recolher em vigor, o arcebispo de Melbourne respondeu levianamente: "Felizmente, hoje em dia eu não costumo sair para festas tarde da noite". Esse comentário foi feito apenas algumas horas depois que os católicos foram informados de que estariam em prisão domiciliar no início daquela mesma noite. Talvez a hierarquia ainda não tenha percebido a realidade de que as redes sociais são um fórum público e que cada comentário irreverente é visível para centenas, senão milhares, de leitores que podem estar esperando algo mais substancial de seus pastores. Deixando de lado as reflexões nas redes sociais, o arcebispo permaneceu bastante calado desde que a pandemia foi anunciada. O site oficial da Arquidiocese descreve os regulamentos da Igreja para o culto paroquial, que foi produzido em conformidade com as últimas recomendações do governo. Felizmente, os padres são informados de que devem dar Viático aos moribundos. Eles também são incentivados a rezar missas diárias privadas e a ouvir confissões. No entanto, os batismos devem ser adiados, exceto em caso de "grave necessidade". Os casamentos são proibidos, a menos que uma isenção do governo possa ser obtida por motivos de compaixão, caso em que apenas cinco pessoas podem comparecer, incluindo o padre. Os funerais são permitidos a no máximo dez pessoas em luto; e no máximo cinco transmissões de Missas. Para quem tem acesso à missa, a comunhão na língua é desencorajada, mas não totalmente proibida. Existem protocolos obrigatórios para o uso de máscaras e lavagem das mãos, distanciamento e a leitura, mas muito pouco em termos de empatia ou encorajamento para com os fiéis. O Estado Todo-Poderoso Na época em que Victoria era uma democracia, os conservadores se perguntavam com surpresa como Daniel Andrews e sua associação com os socialistas poderiam ter conquistado o poder. Os otimistas esperavam que os últimos desastres de Andrews -- seguindo suas táticas eleitorais comprovadamente corruptas, a assinatura de um acordo secreto com os chineses, sua promoção de currículos escolares sexualizados, liberação da eutanásia e do aborto -- puderiam finalmente ser o suficiente para que seu reinado terminasse na próxima eleição estadual. Mas as pesquisas mostram o contrário. Uma pesquisa atual do Herald Sun, realizada com uma amostra de mais de 180.000 pessoas, sugere que Andrews e seu rígido confinamento estão mais populares do que nunca. Em seu excelente artigo sobre as últimas restrições de Victoria, o professor Augusto Zimmerman cita o ex-primeiro-ministro australiano, Sir Robert Menzies, dizendo: “Quando tivermos o estado todo-poderoso, as pessoas serão então os servos desse estado e as mentes dessas pessoas serão mentes servis, porque haverá apenas um mestre -- o estado. Desumano, mas todo-poderoso!” Assim, enquanto alguns vitorianos tentam lidar com o escopo da inépcia de seu governo, a maioria está disposta -- e até mesmo insiste -- em abrir mão de suas liberdades e permitir a intrusão do Estado em todos os aspectos de suas vidas, a fim de se sentirem protegidos de um vírus que é pouco diferente de uma infinidade de outras doenças e perigos que os seres humanos enfrentam todos os dias de suas vidas. Este minúsculo vírus teve sucesso onde o secularismo e o marxismo cultural falharam: produzindo igrejas vazias, famílias desesperadas e uma população encolhida que se rendeu a um Estado desumano.




Fonte: https://remnantnewspaper.com/web/index.php/articles/item/5019-melbourne-lockdown-the-police-state-down-under


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